Propor
um fórum em uma casa comercial é uma atitude
que exige coragem. É dar a cara para bater sem a
menor necessidade, mas é também a forma mais
clara e direta de sabermos o que os freqüentadores
mais assíduos, aqueles que vivenciam a casa quase
que no dia-a-dia querem, pensam e procuram
Tivemos nestes anos de existência
do fórum várias turbulências, pessoas concordando e discordando
da maneira como fazemos as coisas. Aconteceram discussões acaloradas sobre
o forró e suas diversas formas de interpretação. Tivemos
gente contra e a favor, defensores fiéis e atacantes vorazes, críticas
construtivas, inteligentes e aquelas apenas com o intuito de destruir e desabonar
Com tudo isso, acho que o fórum foi
um sucesso, aprendemos e tiramos várias lições do que as
pessoas aqui escreveram. Acatamos diversas sugestões, desde bandas até as
coisas referentes à estrutura e logística da casa, e muitas vezes
melhoramos o Canto com esses palpites. Algumas pessoas ficaram mais próximas
da casa graças a outras pessoas que conheceram no fórum. Até nós,
da diretoria, acabamos conhecendo um pouco mais de perto alguns dos usuários
devido ao fórum e as reuniões de discussões com a “galera
do fórum”
Algumas pessoas vão dizer que o email
pode ser tão eficiente quanto, e de fato pode, mas sem a discussão
e sem argumentação. Com o email só nós sabemos o
que cada um pensa e tiramos nossas conclusões. No fórum, as pessoas
somam, subtraem, multiplicam e dividem opiniões, o que faz com que um
palpite cresça e amadureça. Essa é a grande diferença
Lamento a perda do interesse, mesmo sabendo
que o público é cíclico, sentimos falta das participações
e das pessoas se colocando de forma apaixonada diante de tópicos curiosos
e inteligentes. O forró é um ritmo rico, diverso e vem se modernizando,
e esse tipo de discussão se faz cada vez mais necessária para que
possamos entender para onde vai, protegendo essa história tão bonita
e esse acervo tão importante, mas ao mesmo tempo, ajudando a determinar
os caminhos que farão com que o ritmo saia do repelente e pejorativo estigma
de “folclore” e entre de vez na estrada segura e estável da MPB
Desde que comecei a trabalhar com o ritmo,
no início da década de 90, já ouvi dizer que o forró era
“modinha” e que estava acabado um milhão de vezes. Mas ele não
vai acabar não, ele tem raiz, tem uma história muito bem estruturada
com inúmeras obras-primas que jamais sairão da memória afetiva
de todo o povo brasileiro. O que precisamos é nos unir para divulgar e
cada vez mais avançar, mostrando aos que ainda tem preconceito e para
aqueles que ainda não o conhecem a possibilidade de saborear um pouco
daquilo que tanto amamos. Mas, para que saibamos que caminhos percorrer e definir
uma estratégia, mesmo que apenas “em casa” por enquanto, é necessário
discutirmos idéias e posições, por isso convido a todos
para participarem do fórum. Formulem tópicos, dêem opiniões,
argumentem contra ou a favor, mas vamos ajudar a achar um caminho para que o
forró cresça cada vez mais!
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